Texto originalmente publicado por Carlos Felipe dos Santos em 24/jan/23.
Disponível em https://medium.com/p/a4e29a3fb3d
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Imagine que você saiu em uma manhã ensolarada para fazer uma caminhada e, de repente, se deparou com um adulto caído, aparentemente desacordado. Será que ele desmaiou devido à exaustão? Será que está em parada cardíaca? O que deve ser feito?
Imagem de Gerd Altmann por Pixabay
Muitos acreditam que uma pessoa desacordada está tendo uma parada cardíaca e, muito provavelmente, fruto de um infarto, mas não é bem assim. Antes de falarmos dos procedimentos de primeiros socorros, onde você irá aprender a identificar se é uma parada cardíaca ou não, como pedir ajuda e o que deve ser feito, vamos falar sobre o funcionamento do coração.
O coração humano
O coração é um músculo formado por quatro cavidades e que tem, como função, promover a circulação do sangue através dos vasos sanguíneos (artérias, capilares e veias), funcionando exatamente como uma bomba. É considerado, portanto, o componente central do sistema circulatório.
Com formato semelhante à uma pirâmide invertida, o coração tem na base, ou seja, na parte superior, os átrios, que recebem o sangue dos vasos sanguíneos e, na parte de baixo (portanto, no ápice), os ventrículos, cuja função é ejetar este fluído para dentro dos vasos.
O coração é, ainda, divido em lado esquerdo e direito. O lado esquerdo transporta o sangue rico em oxigênio e nutrientes para todas as células por meio das artérias e o lado direito recebe o sangue rico em gás carbônico por meio das veias. No pulmão, ocorrem as trocas gasosas e um novo ciclo se inicia.
O coração e suas cavidades. Adaptado pelo autor.
Em condições ideais, o coração bate cerca de 70 vezes por minuto, contraindo e relaxando para, assim, dar pressão ao sague e o fazer circular. Isso só é possível graças à células autoexcitáveis que geram corrente elétrica e garantem, junto como oxigênio recebido por meio das artérias coronárias, o seu funcionamento.
Parada cardiorrespiratória
A parada cardiorrespiratória, também chamada de parada cardíaca ou, simplesmente, PCR, é a parada súbita dos batimentos do coração, que pode ter como causa a hipóxia (falta de oxigênio), arritmias malignas (problemas na geração ou condução dos impulsos elétricos) ou intoxicações, por exemplo.
Como o sangue não está mais circulando, a entrega de oxigênio para as células é interrompida e, com isso, danos irreversíveis começam a se desenvolver em um curto espaço de tempo. Para se ter ideia, o cérebro, o órgão que mais consome oxigênio, tem uma tolerância à hipóxia de, no máximo, 4 minutos. Por isso, a rápida identificação e intervenção são fundamentais para aumentar as chances de sobrevivência da vítima (aliás, este exemplo foi o que ocorreu com o garoto Lucas Zamora, que originou a Lei Lucas, e você pode conhecer o caso aqui).
Os quatro passos
Ao suspeitar de uma PCR, quatro passos simples devem ser executados para aumentar as chances de sobrevivência.
Os quatro passos a serem seguidos diante de uma parada cardíaca. Montagem: o autor.
1 — Reconhecimento: para identificar uma vítima de parada cardíaca, você não precisa checar se ela tem pulso central ou não, afinal, é u procedimento difícil, que exige experiência e retarda o início da prestação do primeiro cuidado. Aqui, basta se posicionar ao lado dela, chamá-la tocando em seu ombro e, ao mesmo tempo, observar se há elevação do tórax , ou seja, se ela está respirando. Caso ela não responda e não e não esteja respirando, ela está com o coração parado!
2 — Pedindo ajuda: imediatamente disque para o telefone de emergência (192/193) ou, na possibilidade, peça para alguém ligar. É importante manter a calma para poder passar todas as informações solicitadas pelo atendente, como sexo da vítima, idade aparente, local com ponto de referência etc. Aqui, é importante pedir para que tragam um desfibrilador externo automático — DEA, o qual costuma estar disponível em locais com grande circulação de pessoas.
3 — Comprima rápido e forte: agora, posicione suas mãos entrelaçadas no centro do tórax da vítima e comprima o mais rápido e forte que puder. Idealmente, as compressões devem seguir um ritmo de 120 por minuto, ou seja, duas compressões por segundo. Tente aprofundar o tórax 5 centímetros. Observe no vídeo abaixo o procedimento.
4 — Desfibrilação precoce: lembra que, no pedido de ajuda, você solicitou que trouxessem um desfibrilador? Pois é. Esse procedimento é importantíssimo, principalmente em vítimas adultas, afinal, boa parte das PCR nesse público se iniciam por problemas elétricos, e somente este equipamento é capaz de reverter a desordem elétrica. Todos eles vêm com imagens que ilustram o local em que as pás autoadesivas devem ser posicionadas. Além disso, possuem apenas dois botões, simplificando o seu uso: um de liga/desliga, e outro para emitir o choque, quando indicado. Seu uso é simples e intuitivo. No vídeo abaixo, é possível conferir uma simulação de uso do Philips HeartStart FRx, um dos mais práticos do mercado.
Vídeo resumo
*Esse texto foi gerado com auxílio de ferramentas de inteligência artificial e contou com revisão humana.